Quatro meninos
Que cresceram juntos.
Quatro amigos
Que partilhavam sonhos.
Todos eles brincavam,
Todos eles sorriam.
Todos eles sonhavam,
Todos eles cresciam.
Com o passar do tempo
Todos eles se separaram.
Com o passar do tempo
As suas vidas mudaram.
João, Francisco, Bruno e Miguel.
Os quatro amigos que não tinham ideia,
Que a história acabaria neste papel
Rasgado a voar pela areia.
O Bruno não teve sorte.
A noite em que dormia profundamente
Acabou com a sua morte.
E os três amigos choraram tristemente.
No funeral que se sucedeu
Os três juraram ficar unidos.
Mas isso não aconteceu
E as lágrimas vieram aos olhos dos dois amigos.
O João não foi inteligente.
Meteu-se por caminhos errados.
E lá foram os dois amigos solenemente,
Ao funeral ver o João de olhos fechados
Resta apenas dois corações.
Que se agarraram num abraço sentido.
E os dois juraram perante os caixões,
Que não voltariam a dar um sorriso sofrido.
Nesta última quadra do poema
Deixo um conselho a todos vós.
Não queiram entrar num dilema
Do que podia ter feito, ou ficam sós.
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